Universitário africano é espancado até a morte por PMs em MT, diz polícia
Estudante de Guiné-Bissau foi espancado em pizzaria em Cuiabá.
PMs disseram que tentaram conter rapaz que pedia dinheiro no local.
Por Dhiego Maia
| Toni Bernardo morava há sete anos em Cuiabá.(Foto: Reprodução/TVCA) |
Um estudante africano que cursava economia na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) morreu após ser espancado na noite desta quinta-feira (22) em uma pizzaria localizada no bairro Boa Esperança, em Cuiabá. Segundo a Polícia Civil, dois policiais militares, ambos de 24 anos, e mais um empresário que é filho de um delegado aposentado, de 27 anos, são suspeitos de espancar o universitário até a morte.
Ao G1, a Polícia Civil informou que a vítima identificada como Toni Bernardo da Silva chegou ao estabelecimento por volta das 23h desta quinta-feira. No local, ele começou a pedir dinheiro aos frequentadores da pizzaria. Em uma das mesas, o universitário esbarrou em uma mulher. O namorado dela, o empresário de 27 anos, e os dois PMs que estavam à paisana no local, retiraram à força o universitário do estabelecimento e começaram a agredi-lo com socos e pontapés.
Uma moradora que reside ao lado do estabelecimento tentou apartar a briga, mas não conseguiu. Não houve tempo para ninguém prestar socorro à vítima, que acabou morrendo no local.Os suspeitos foram autuados em flagrante e vão responder na Justiça pelo crime de homicídio. Na manhã desta sexta-feira (23) eles prestaram depoimento na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na presença do representante da Corregedoria da Polícia Militar. Em depoimento, eles disseram que apenas imobilizaram o rapaz.
O corpo da vítima está no Instituto Médico Legal (IML) e passa por exames periciais. Segundo o órgão, o laudo inicial do corpo do estudante aponta que ele foi morto por asfixia devido a uma lesão na traqueia. O corpo do estudante ainda será submetido a exames toxicológicos e de alcoolemia, já que há a suspeita de que ele estaria embriagado.
A Assessoria de Relações Internacionais da UFMT ainda vai se manifestar sobre o ocorrido. O estudante é natural de Guiné-Bissau, país localizado na costa ocidental da África, mas residia em Cuiabá há sete anos. Ele e mais um grupo de guinenses estavam fazendo intercâmbio em Cuiabá para estudar na UFMT. A Polícia Militar informou que vai investigar administrativamente a conduta dos dois policiais militares suspeitos de envolvimento no assassinato.
Fonte: G1 Mato Grosso
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“O racismo não me atinge”, diz Miss Universo 2011
Leila Lopes, que venceu outras 88 candidatas, é a primeira angolana a conquistar o título
Por Maria Beatriz Sant`Ana, do R7
| Leila Lopes recebeu a coroa de sua antecessora, a mexicana Ximena Naverrete |
Sorridente e recebida com aplausos, Leila Lopes falou com a imprensa após ser coroada Miss Universo 2011, na noite da segunda-feira (12), em São Paulo. Simpática, a angolana conquistou os brasileiros e ainda desbancou as favoritas ao título, levando a melhor entre outras 88 candidatas.
Minutos após o término do Miss Universo, a miss – que não é a primeira negra africana a vencer o concurso – retornou ao palco da casa de shows Credicard Hall para responder a perguntas de jornalistas de vários países. Já coroada, Leila aproveitou o encontro para comentar os casos de racismo pelo mundo.
– O racismo não me atinge. Os racistas deveriam procurar ajuda e se tratar. Não é possível que em pleno século 21 ainda existam pessoas que pensem desta forma.
Natural de Benguela, Leila, 25 anos, afirmou que pretende usar o "cargo" de miss para ajudar sua terra natal.
– Como miss Angola, já apoiava causas sociais, a luta contra o HIV e os cuidados com idosos. Agora, espero poder fazer muito mais por meu país.
Emocionada, Leila finalizou:
– Angola, muito obrigada pela torcida e por ter acreditado em mim.
Histórico
A primeira miss Universo negra foi Janelle Commissiong, de Trinidad e Tobago, eleita em 1977.
Curiosamente, no ano seguinte, Janelle passou a faixa para uma miss Universo africana. A beldade - uma loira - se chama Margareth Gardiner e representou a África do Sul no concurso.
A primeira africana negra a usar a coroa de Miss Universo foi Mpule Kwelagobe, vinda de Botsuana. Ela foi coroada em 1999.
Fonte: R7 Entretenimento
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Desigualdade racial na educação ainda é grande
Por Fernanda Lopes
Apesar de evidenciar o maior acesso da população negra à educação, os dados provam que a desigualdade racial nesse setor ainda é grande. Realizada em 2008, a pesquisa investigou o grau de escolaridade dos entrevistados e de seus pais e mães usando a classificação de cor ou raça. Cerca de 15 mil pessoas de 15 anos ou mais foram ouvidas em cinco Estados e no Distrito Federal.
Entre todas as raças e cores a escolaridade dos filhos é maior do que a dos pais, porém entre os negros essa proporção é ainda maior. O número de filhos negros com 12 anos ou mais de estudos é quatro vezes maior quando comparado as suas mães e três vezes ao compará-los com os pais, ambos da mesma cor. Apenas 2,8% dos pais negros tinham 12 anos ou mais de estudos, entre os brancos esse número chega a 9,7%. Entre as mães 2,1% das negras tinham o ensino médio contra 6,9% das mães brancas.
As desigualdades raciais na educação é uma realidade que precisa ser reparada com extrema urgência, pois refletem no mercado de trabalho e consequentemente nos rendimentos dos negros. Além da ampliação do acesso a escola dos anos 1990 em diante, as políticas públicas voltadas para a inclusão da população negra garantem o acesso à educação e aumenta a diferença entre essa classe de pais e filhos.
O histórico escolar da família do estudante de direito Sandro Carmo dos Santos, 23, explicita bem essa diferença. Os pais do estudante são negros e não concluíram o ensino médio, porém o incentivo deles e as cotas garantiram que Sandro entrasse para a universidade. “Meus avós não tinham estudo, meus pais não terminaram o ensino médio, mas eu vou fazer até mestrado”, diz o cotista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
DESIGUALDADE HISTÓRICA – A distância de escolaridade entre negros, pardos e o brancos se dá principalmente pelo aumento de oportunidades da população negra, pois há alguns anos os negros tinham pouco ou quase nenhum acesso a educação.
A jornalista Mara Karina da Silva, 25, também faz parte dessa estatística. A bolsa de 50% do Programa Universidade para Todos (ProUni), conquistada através de cota racial, garantiu que a jornalista se formasse em 2008 e fosse a primeira da sua casa a alcançar o ensino superior. “As políticas de promoção da igualdade racial e de ação afirmativa estão mudando esse cenário de sub-representação da população negra”, ressalta a jornalista.
A formação educacional é um importante instrumento para assegurar o empoderamento da população negra. A falta de qualificação profissional leva o negro a entrar no mercado de trabalho mais cedo e essa inserção precoce, faz com que ele abandone ou não se dedique aos estudos, ficando sempre em condições de desigualdade em relação ao branco. Pois além de entrarem mais cedo no mercado de trabalho, permanecem nele por mais tempo, ocupam os piores cargos e recebem salários inferiores.
Fonte: Palmares
'Não gosto de mulheres negras, não darei senhas para vocês' diz promotor da Bienal do Livro
Alunos da Escola Estadual Guilherme Briggs, em Santa Rosa, Zona Sul de Niterói, sentiram na pele, na tarde da última segunda-feira, a dor do preconceito racial, que supostamente para muitos não ocorreria mais em nosso país, muito menos nas dependências de uma feira literária, onde nossa cultura é expressada das mais variadas formas, nas páginas publicadas por inúmeras editoras. Preconceito e injúria racial são crimes passíveis de prisão, no artigo 9º da Lei 7716/89.
De acordo com a diretora da escola, Alcinéia de Souza, o fato entristeceu e chocou os alunos da unidade, uma das mais conhecidas do município, foi registrado ontem da Delegacia Legal de Icaraí (77ª DP), e formalmente encaminhado à Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos.
De acordo com a diretora do estabelecimento de ensino, na tarde de segunda-feira ela levou um grupo de 45 alunos que cursam o Ensino Médio da escola até a Bienal do Livro 2011, que se realiza no pavilhão do Riocentro, na Zona Oeste do Rio. No local, entusiasmados os alunos, com idades entre 15 e 17 anos, se espalharam para apreciar os vários estandes. Segundo os alunos e a diretora, num deles da Editora Abril ocorria uma promoção, onde eram distribuídos uma espécie de senha para que os jovens prestigiassem a tarde de autógrafos do ator e apresentador Rodrigo Faro. Entusiasmadas, duas alunas do colégio, de 16 e 17 anos, se dirigiram até um dos promotores, inicialmente identificado apenas como "Pedro" ou "Roger" - no intuito de conseguir uma das senhas. Do promotor as alunas ouviram (incrédulas) insultos do tipo: "Não vamos dar a senha porque vocês são pretas do cabelo duro", e também "não gosto de mulheres negras, por isso não darei senhas para vocês". Segundo uma das alunas, indignada com a ofensa ainda tentou argumentar com o promotor - "isso é um tipo de bullying, e pode te trazer problemas". Com resposta o promotor rebateu, afirmando que isso não daria problema nenhum para ele".
Como o grupo estava espalhado pelo pavilhão de exposições, a diretora da escola afirmou que só tomou conhecimento do fato quando os alunos já estavam deixando o evento. Revoltada, Alcinéia retornou ao estende da Editora Abril, à procura do responsável pela representação da empresa, que de acordo com ela pediu-lhe desculpas (omitindo a identificação do promotor) e alegando que tomaria providências. "Sentindo-se humilhada, uma das alunas disse que sequer conseguiu dormir de segunda para terça-feira", explicou Alcinéia, que no início da tarde de ontem, acompanhada dos alunos, pais, e de um advogado (que também é professor da unidade), José Carlos de Araújo, registrou queixa de crime de Injúria e Preconceito Racial na 77ª DP. A distrital encaminhou o procedimento para a Delegacia Legal do Recreio dos Bandeirantes (42ª DP).
"Ensinamos os princípios da cidadania para os alunos, explicando inclusive que independe de quem sejam, e agora ele passam por uma experiência terrível dessas ? Os alunos da escola estão chocados com o que aconteceu. Fiz questão de comparecer junto com os pais desses estudantes na DP para relatar esse triste fato. Esses estudantes são como filhos pra mim", disse Alcinéia. "Em pleno século XXI isso ainda acontece em nosso país. Esse fato não se esgota na esfera criminal. Não desejamos isso para nosso país", disse José Carlos de Araujo, que junto com a diretora, os alunos, e com a cópia do registro levou também ontem o fato ao conhecimento da Secretaria Estadual de Assistência Social de Direitos Humanos para que providências sejam tomadas.
Representantes da Editora Abril não retornaram as ligações da redação.
Fonte: Geledés
Estudantes negros são menos de 10% nas universidades federais
Apesar de políticas afirmativas direcionadas para a população negra, esse público ainda é minoria nas universidades federais. Estudo que será lançado hoje (03/08) pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) sobre o perfil dos estudantes de graduação mostra que 8,72% deles são negros. Os brancos são 53,9% , os pardos 32% e os indígenas menos de 1%.
Ainda que a participação dos negros nas federais seja pequena, houve um crescimento em relação à pesquisa anterior produzida pela Andifes em 2003, quando menos de 6% dos alunos eram negros. Isso significa um aumento de 47,7% na participação dessa população em universidades federais.
Para o presidente da associação, João Luiz Martins, a evolução é “tímida”. Ele defende que as políticas afirmativas precisam ser mais agressivas para garantir a inclusão. “A universidade tem uma dívida enorme em relação a isso [inclusão de negros]. Há necessidade de ampliar essas ações porque o atendimento ainda é muito baixo”, avalia.
A entidade é contra uma legislação ou regra nacional que determine uma política comum para todas as instituições, como o projeto de lei que tramita no Senado e determina reserva de 50% das vagas para egressos de escolas públicas. “Cada um de nós tem uma política afirmativa que se adequa melhor à nossa realidade. No Norte, por exemplo, a universidade precisa de uma política que tenha atenção aos indígenas. No Sul, o perfil já é outro e na Bahia outro”, explica Martins.
O estudo mostra que os alunos egressos de escolas públicas são 44,8% dos estudantes das universidades federais. Mais de 40% cursaram todo o ensino médio em escola privada. O reitor da Universidade Federal do Pará (Ufpa), Carlos Maneschy, explica que na instituição metade das vagas do vestibular é reservada para egressos da rede pública. Desse total, 40% são para estudantes negros. Ele acredita que nos próximos anos a universidade terá 20% de alunos da raça negra. “Antes, nem 5% eram de escola pública”, diz.
Fonte: Jornal do Brasil
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Declaração de Rodrigo Lombardi na final da Dança dos Famosos causa polêmica nas redes sociais
Alguns internautas teriam taxado o comentário do artista de preconceituoso e racista
Redação CORREIO
Durante a final desta última edição da Dança dos Famosos neste domingo (4), no Domingão do Faustão, uma declaração do ator Rodrigo Lombardi, protagonista da novela 'O Astro', tem gerado discussão nas redes sociais. Ao avaliar a apresentação do ator Miguel Roncato, o ganhador da competição, Lombardi teria comparado a perfomance dele a do cantor e dançarino americano Sammy Davis Jr, comentando que o músico era "um cara negro, caolho,com um metro e cinquenta, que quando entrava no palco saía com dois metros de altura, loiro e de olho azul".
A polêmica foi parar nas redes sociais, quando usuários postaram no Youtube o trecho do programa na internet sob o possível comentário preconceituoso do ator.
"Se isso não é preconceito, não sei o que vocês podem achar que é... Essa declaração se reflete na forma como o negro é tratado na sociedade brasileira. O mais louco é que muitos aqui não enxergam, ou fingem não enxergar o peso dessas palavras," condena um internauta.
Alguns fãs não viram preconceito na declaração do artista: "Não vi nada demais. O que o cara quis dizer é que, em outros tempos um rapaz fora dos padrões estéticos - negro, Caolho e baixo-, não tinha chances, e que só por seu talento acima da média que acabava aceito pelas pessoas como se fosse branco, alto e de olhos azuis."
As opiniões sobre vídeo, com mais de 100 comentários, estão divididas sobre o posicionamento de Lombardi. Enquanto algumas pessoas defendem o artista, outros dizem ter se sentido ofendidas com o tom da comparação. Ainda não houve nenhum comentário do ator, que fez parte do júri artístico do programa ao lado de Fernanda Souza, Massimo Ferrari. Regina Martelli, Paola Oliveira e Artur Xexéo.
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Seminário Educação 2011
O Seminário Educação é uma realização do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso. Em 2011, realiza-se a 19ª Edição, tendo por tema Relações raciais e educação: dez anos de estudos e pesquisas na UFMT. Trata-se de um evento que já adquiriu dimensão nacional, caracterizado como um fórum privilegiado de discussão e intercâmbio entre profissionais da área, estudantes e pesquisadores.
A cada ano, um dos Grupos de Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Educação tem assumido a Coordenação Geral do Evento. Ao grupo coordenador é atribuída a responsabilidade pela organização das atividades especiais (conferências, painéis, mesas redondas), selecionando temas e respectivos convidados para desenvolvê-las.
Em 2011, ao comemorar seus 10 anos de existência, o Grupo de Pesquisa Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Relações Raciais e Educação (Nepre) assume a coordenação do Seminário Educação 2011, tomando como uma das mais sérias atribuições: a transformação das atividades especiais em oportunidade de debate que congregue a todos.
O Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso, a partir de sua competência, a educação, quer, através do Seminário Educação 2011, compartilhar com todas as pessoas da comunidade em geral – trabalhador@s da educação, pesquisador@s, intelectuais, artistas, cientistas, técnic@s, militantes dos movimentos sociais, empresári@s, estudantes – a experiência de por em pauta novas formas de educação que possibilitem desconstruir estereótipos e eliminar as desigualdades raciais existentes no interior da educação.
Apesar da temática central do evento contemplar as discussões empreendidas em nosso grupo de pesquisa, consideramos de bom alvitre que cada linha de pesquisa do PPGE fique responsável pela organização de mesas redondas e outras atividades que atendam aos desafios acadêmicos e científicos propostos pelas Linhas. Dessa maneira, durante o Seminário Educação 2011 o público presente terá as mais variadas oportunidades de discussão sobre as diferentes temáticas pesquisadas no Programa.
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Márcia Short: quando a grandeza é ofuscada pelo racismo
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| Divulgação / Márcia Short integra uma tradição de vozes negras |
De fato, existem várias teorias da comunicação, além dos movimentadores cotidianos que fazem isso que chamamos mídia, que analisam e ratificam o estar ou não de vozes no cenário do show business, atuando como artistas e, ao mesmo tempo, como produtos vendáveis comercialmente. Muito se fala que a Bahia é um celeiro produtor e exportador de talentos musicais, desde ícones eternos como Dorival Caymmi e João Gilberto, até fenômenos de massa como Ivete Sangalo, a Bahia pautou e ainda pauta produtos comercializáveis em todo o Brasil.
Assim como existem critérios de noticiabilidade para a prática jornalística, que nem sempre estão coadunados com os princípios desta profissão, existem também, às vezes de modo ainda mais perverso e dissonante com o estar co-existencial dos indivíduos, os critérios que agendam vozes, rostos, corpos, os possíveis "talentos" que nos são vendidos cotidianamente.
Para além da necessidade de uma constante novidade no mercado, da exigida descartabilidade, do facilmente digerível e do que "acontece" como fenômeno e espontaneidade, existem substratos históricos e sociais que conduzem o mercado a oprimir e alijar membros, por vezes talentosíssimos, por não representarem o padrão hegemônico e não possuírem poder de barganha com as forças que instituem as leis e criam as brechas que trazem à luz algumas exceções desta terrível regra brasileira.
Este artigo fala fundamentalmente da experiência baiana. A Bahia da "Axé Music", que sistematiza uma poderosa indústria cultural local que ressoa por todo o continente brasileiro. A Axé Music de suma importância para grandes feitos que os baianos, bebedores do que se conhece como culturas luso-africanas, geraram e produziram carnavalescamente em nosso estado. Axé Music que vem dos negros, que exalta os negros, mas grande parte da lucratividade repousa, quase num sentido de eternidade, nas mãos dos brancos classe média que deram continuidade à máquina do trio elétrico.
Por mais que não queiram ver, o que se tornou um dos melhores carnavais do Brasil, dito por muitos como o melhor, é um carnaval sustentado pela exclusão. E o ponto máximo desta exclusão é deixar de fora os negros que deram alma a quase todos os projetos que configuram o carnaval de Salvador, desde os entrudos até as feições deste carnaval na atualidade.
Paira no ar a pergunta sobre a perenidade de alguns artistas entre nós. O Chiclete com Banana, por exemplo, sem qualidade musical, é um fenômeno de décadas. Ivete Sangalo, dona de um carisma poderoso e ótima cantora, vai pelo mesmo caminho da eternização. Daniela Mercury é a mais completa artista na música carnavalesca da Bahia, a que se renova com talento, passeia com categoria por outros estilos mas também se beneficia com o fato de ser uma mulher branca. Claudia Leitte é a síntese da força do discurso racial na produção de estrelas: loira, bonita no padrão, jovem, mas bem longe de ser cantora. Temos outros nomes que oscilam entre as reflexões apresentadas, que vingam por conta do esquemão empresarial de seus blocos lhes dando segurança e continuidade.
Ora por dentro, ora por fora, temos uma das divas mais importantes desta história: Margareth Menezes que, muitas vezes, foi excluída da "beleza" da folia baiana, sem ter o espaço merecido, acusada de desafinar, de não cuidar bem da carreira e, claro!, de não corresponder a estética de "feminilidade" que a política do trio exige. Hoje, ela compõe bem o personagem, ainda com dificuldades, se marca como uma das três vozes do carnaval baiano se sustentando comercialmente.
E Márcia Short? A menina da extinta Banda Mel tem que ser extinta também? Será que não se ouve a especialidade do seu timbre, a limpidez do seu canto, sua experiência como cantora de verdade que poderia estar no time das melhores cantoras disto que chamam de "MPB"? Será que não se alcança a beleza marcante daquela mulher mãe de dois filhos? Não cabem no carnaval da Bahia as legítimas filhas das nossas culturas negras?
O que é uma cantora? A nova gestão cultural do Pelourinho, a cargo do Centro de Culturas Populares e Identitárias da Bahia, deu a chance de Márcia Short fazer uma prévia do que ela é capaz, num palco ou num trio elétrico, e a mesma, nos dias de quinta-feira, reúne uma platéia grande e qualificada, para cantar um repertório reluzente que conta a história da Axé Music. Ressaltando: reúne para cantar. Ela tem domínio de voz, conteúdo estético que faz a gente sentir sons e palavras e dançar ao mesmo tempo. Não é o tal do "pula aí", "levanta as mãozinhas", e tome a sacudir os cabelos e a dar com as mãos em excessivos acenos para evitar os desafios do microfone.
Márcia Short tem 45 anos, uma carreira com quase 25, referendada por nomes como Lenine, Chico César, Elba Ramalho, Saul Barbosa, Caetano Veloso, Daniela Mercury. Ela traz uma tradição de vozes negras da Bahia que suingam e embelezam nossa produção local e nacional. É uma presença ausente que envergonham a nós que conhecemos o seu talento e os motivos locais do seu "afastamento". Talvez ela nem queira mais fazer "carnaval"; mas cantar é a alma desta mulher que vaga de projeto em projeto enquanto as animadoras ganham rios de dinheiro com o status de cantora.
Por trás dos impedimentos a Márcia Short, para além da fatalidade de que ela já teve seu tempo, existe o gosmento racismo brasileiro pautando nossos desígnios artísticos e festivos. Deveria existir na Bahia, dentro dos planos de Políticas Culturais, projetos que alimentassem não uma cena alternativa e sim, o que de fato há, uma cena co-existente com a Axé Music, que permitisse a gente ser mais que o "auê" do carnaval.
Quanto ao racismo, ele não acabará por decreto e nem ao meio de novas Políticas Culturais. Mas, precisamos dar ao talento o que é do talento e situar artistas, como Márcia Short, nos lugares que são seus e nós precisamos deles na ativa.
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Jorge Sampaio em Tavira para falar sobre racismo e xenofobia
| Jorge Sampaio é o alto representante da ONU para a Aliança das Civilizações |
O racismo e a xenofobia vão estar em destaque este domingo, dia 21, na Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, em Tavira, através da conferência e do debate subordinados ao tema “Racismo/Xenofobia e Outras Discriminações”.
A iniciativa vai contar com a presença do ex-Presidente da República Jorge Sampaio, atualmente a desempenhar funções de alto representante da ONU para a Aliança das Civilizações.
Os restantes conferencistas são os embaixadores José Cutileiro e Paul Schmit, bem como Rui Tavares, deputado ao Parlamento Europeu, e Juan de Dios Ramirez Heredia, presidente da Union Romani em Espanha. O debate será moderado por José Delgado Martins e contará, ainda, com a presença de Jorge Botelho, presidente da Câmara Municipal de Tavira.
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Mulheres: 46% das vítimas de agressão registradas no país são pardas
Por Daiane Souza
Dados divulgados pela Secretaraia de Políticas para as Mulheres (SPM), na última sexta-feira (5), com base nos primeiros cinco anos da Lei n° 11.340/06, conhecida como Lei Maria da Penha, apresentaram um perfil das mulheres vítimas de violência. Com idade entre 20 e 40 anos (64%), pardas (46%), cursaram parte ou todo o ensino fundamental (46%) e convivem com seus agressores há mais de 10 anos (40%). Destas, 87% denunciaram o próprio caso à justiça.
Entre 2006 e junho de 2011, o Governo Federal registrou 434 mil relatos de violência contra mulher em todo o país. No mesmo período, a Central 180 ( serviço de atendimento sobre agressão) teve quase 2 milhões de atendimentos, dos quais 293.708 foram apenas no primeiro semestre deste ano. Entre os registros estão casos de cárcere privado e tráfico de mulheres, além de violências física, psicológica, moral, patrimonial e sexual.
Os casos relacionados às mulheres pretas e pardas podem ter como explicação as condições sociais e econômicas em que estão expostas. O presidente da Fundação Cultural Palmares (FCP), Eloi Ferreira de Araujo, destaca que apesar da existência de políticas para mulheres, são igualmente importantes instrumentos direcionados à parcela negra do grupo em vulnerabilidade. “Além de vítimas de abusos e violências, são também, muitas vezes, vítimas de preconceitos”, ressalta.
De acordo com Eloi Araujo, um grande passo para o enfrentamento das diversas formas de violência pode ser a erradicação da miséria, principal meta da gestão da presidenta Dilma Rousseff. Para isso, a FCP trabalha o resgate da identidade, além de formas de proteção e valorização da população e cultura negras.
BALANÇO – Em cinco anos de vigência da Lei Maria da Penha, o estado de São Paulo lidera o ranking de procuras pelo serviço 180 com 44, 4 mil atendimentos. Bahia (32 mil) e Minas Gerais (23,4) ocupam o segundo e o terceiro lugar no número de registros. Os dados da SPM apontaram ainda que em 72% dos casos nacionais, os agressores são os próprios maridos, e que 59% das vítimas declararam não depender financeiramente do agressor. Além disso, 65% dos filhos presenciam as agressões e 20% sofrem violência junto com a mãe.
Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), desde a vigência da Lei Maria da Penha, 50 juizados especializados em violência doméstica foram criados pelo país. Dos 331.700 processos abertos em cinco anos, 110.900 foram sentenciados, 1.577 prisões preventivas foram decretadas, 9.715 prisões foram realizadas em flagrantes e 120.990 audiências foram designadas.
MULHERES E DIREITOS – Para a ministra Iriny Lopes da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, os cinco anos de Lei fizeram uma importante diferença na vida das mulheres. “Temos o que comemorar, mas precisamos fazer mais para nos considerarmos vitoriosas”., afirmou durante o lançamento da campanha “Mulheres e Direitos”, lançada pelas Nações Unidas, o Instituto Maria da Penha e parceiros, no dia 5 de agosto.
Composta por vídeos com enfoque em três públicos – homens, mulheres em situação de violência e populações do Norte e Nordeste do país – a campanha tem por objetivo conscientizar para a redução da violência promovendo a igualdade de gênero e a saúde da mulher. A medida valoriza a contribuição da Lei e da rede de serviços de atendimento às mulheres em situação de violência no Brasil.
MARIA DA PENHA – Referência na América Latina, a Lei que tem por objetivo tornar mais rigorosas as punições contra a violência doméstica leva o nome de uma mulher que, por seis anos, sofreu abusos e tentativas de assassinato de seu ex-marido. Em uma situação, Maria da Penha sobreviveu à tiros que a deixaram paraplégica. Em outras, resistiu a ataques de eletrocução e tentativas de afogamento.
O documento foi criado para homenagear Maria da Penha, prevendo segurança e qualidade de vida a mulheres que passam por situações como as enfrentadas pela farmacêutica e bioquímica. Anteriormente a ela, os crimes de violência doméstica eram registrados somente em um termo de ocorrência, onde a maior punição prevista era o pagamento de cestas básicas.
Fonte: Palmares
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Estudantes negros são menos de 10% nas universidades federais
DA AGÊNCIA BRASIL
Apesar de políticas afirmativas direcionadas para a população negra, esse público ainda é minoria nas universidades federais. Estudo que será lançado hoje pela Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) sobre o perfil dos estudantes de graduação mostra que 8,72% deles são negros. Os brancos são 53,9%, os pardos 32% e os indígenas menos de 1%.
Ainda que a participação dos negros nas federais seja pequena, houve um crescimento em relação à pesquisa anterior produzida pela Andifes em 2003, quando menos de 6% dos alunos eram negros. Isso significa um aumento de 47,7% na participação dessa população em universidades federais.
Para o presidente da associação, João Luiz Martins, a evolução é "tímida". Ele defende a necessidade de políticas afirmativas mais agressivas para garantir a inclusão. "A universidade tem uma dívida enorme em relação a isso [inclusão de negros]. Há necessidade de ampliar essas ações porque o atendimento ainda é muito baixo", avalia.
A entidade é contra uma legislação ou regra nacional que determine uma política comum para todas as instituições, como o projeto de lei que tramita no Senado e determina reserva de 50% das vagas para egressos de escolas públicas.
"Cada um de nós tem uma política afirmativa mais adequada à nossa realidade. No Norte, por exemplo, a universidade precisa de uma política que tenha atenção aos indígenas. No Sul, o perfil já é outro e na Bahia outro", explica Martins.
O estudo mostra que os alunos egressos de escolas públicas são 44,8% dos estudantes das universidades federais. Mais de 40% cursaram todo o ensino médio em escola privada.
O reitor da Universidade Federal do Pará (Ufpa), Carlos Maneschy, explica que na instituição metade das vagas do vestibular é reservada para egressos da rede pública. Desse total, 40% são para estudantes negros. Ele diz acreditar que nos próximos anos a universidade terá 20% de alunos da raça negra. "Antes, nem 5% eram de escola pública", diz.
Fonte: Folha.com
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Hip Hop na raça
Por Roberto Nascimento - O Estado de S. Paulo
As levadas do baterista Ahmir ‘Questlove’ Thompson representam com clareza o elo entre o soul e o hip hop. Em seu trabalho com o ilustre grupo The Roots, elas recriam à moda antiga os ritmos modernos, tocando ao vivo o que seria normalmente recortado de discos antigos. Esta relação entre o novo e o clássico está diretamente ligada ao fascínio do músico pela a história do negro, sua visão musical e, consequentemente, seu trabalho na campanha presidencial de Obama. Questlove, que vai acompanhar John Legend no festival Urban Music, no próximo dia 29, no Anhembi, em São Paulo, falou ao Estado sobre hip hop, Obama e de seu novo trabalho no programa de Jimmy Fallon.
Divulgação - O rapper Questlove
Você é um dos caras mais engajados do hip hop. O que aprendeu com a campanha de Obama?
A primeira coisa que percebi foi "a América realmente não tem noção de o que é a política". A maioria das pessoas acha que é uma hierarquia, um reinado em que rei Obama mexe sua varinha de condão e de repente há 40 alqueires e uma mula para cada um, com uma galinha em cada panela. Votaram nele por causa das promessas. Ele disse o que todos queriam ouvir, e de forma idealística ele tem mantido essas promessas. Mas poucos percebem quantas pessoas querem ver ele errar. Veja só o que passamos nos últimos seis dias: semana passada, Donald Trump estava atrás da certidão de nascimento do Obama, o que na real é uma versão atualizada de um capataz pedindo que um escravo libertado mostre sua carta de alforria, para comprovar que não fugiu. Depois disso, fomos ao outro oposto. De repente, sua popularidade sobe 15% com a morte de Osama. A mesma rapidez com que eles o exaltam é a rapidez com que vão jogá-lo na lama de novo.
Você tem teorias sobre como o hip hop não teria florescido não fosse a desigualdade de renda na era Reagan. Como vê os efeitos da política e da economia no hip hop de hoje?
Uma das infelicidades do governo Bush foi que ele nos deixou anestesiados perante o que realmente está acontecendo. Na era dos direitos civis, a música tinha uma função de cura. Todos marchávamos e rezávamos juntos. Hoje em dia há um vão espiritual. Não acho que seja possível haver música com alma em um contexto tão capitalista. O denominador comum do rap dessa última década é a ideia capitalista do vencedor. Nos anos 60, o discurso era "Deus, sou seu humilde servo, me ajude a superar estas dificuldades". Hoje é "Olha aqui, seus otários, eu consegui". O mantra de Jay-Z é esse. Não há mais o elemento de gospel batista que permeava a música negra antigamente.
Vencer tinha muito mais a ver do que ganhar dinheiro?
Naquele tempo, conseguir sobreviver ou não ser linchado por uma gangue do Ku Klux Klan era vencer. É difícil para jovens se relacionarem com uma música feita com um esforço daqueles se eles não sabem o que isso significa.
How I Got Over, o novo disco, tem esta qualidade espiritual. O que se passou com Os Roots durante a produção?
Muitos de nós estávamos beirando os 40, o que nos coloca em um nível de pré-crise de meia-idade. Principalmente porque a minha geração foi a primeira depois dos direitos civis, a geração hip hop, a primeira a sentir o que é crescer na América sem racismo institucionalizado, ou seja, racismo aprovado pela lei. Como resultado, o hip hop virou o primeiro movimento jovem a ser levado a sério pelos adultos. Mas nenhum de nós pensava em envelhecer. A maioria dos rappers se aposenta antes dos 30, então na história do hip hop não há precedentes de como ser um grupo de hip hop após os 40. How I Got Over e o disco Wake Up, feito com o John Legend, tem essa qualidade espiritual porque estamos maduros. Também representa uma transição: como recolher os cacos da era Bush e apostar na era Obama.
Vocês estão sob holofotes televisivos agora. Acompanham o prestigiado talk show de Jimmy Fallon. Por que fizeram essa escolha?
Tínhamos passado 18 anos na estrada e sabíamos que seria estranho para os nossos fãs. Tenho de admitir que eu pensei que seria uma gig de aposentadoria, 30 minutos de música por semana e pronto. O que não sabíamos é que isso nos tornaria mais prolíficos do que nós imaginávamos. Hoje em dia, somos mais famosos do que nunca. Por exemplo, a Joanna Newsom cantou no meu disco porque o namorado dela trabalha no Saturday Night Live, que é no andar de cima do nosso. Não tenho que falar com o agente ou o advogado. Chego para um artista e digo: "Sou seu fã, quer tocar no meu disco?". E pronto.
Fonte: O Estado de S. Paulo
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Entrevista
V SIMPÓSIO IDENTIDADES CULTURAIS E RELIGIOSIDADE
CAHL / UFRB / 11 a 13 de agosto de 2011
Programação
Dia 11 – 19h às 22h – Auditório do CAHL
- Mesa de abertura com representantes da Fundação Hansen Bahia e da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
- Conferência: "Estudos africanos - a greve dos conceitos e o protesto da realidade" – Prof. Dr. Elísio Macamo (Universidade de Basiléia, Suíça)
- Exposição fotográfica: “Irmandade da Boa Morte: Fé e Religiosidade de um Povo” - Jomar Lima
- Lançamento de livros:
Bitedô, onde moram os nagôs: redes de sociabilidades africanas na formação do candomblé jêje-nagô no Recôncavo baiano - Luiz Claudio Nascimento
Culturas Circulares. A Formação Histórica da Capoeira Contemporânea no Rio de Janeiro – Antônio Liberac Cardoso Simões Pires
Dia 12 – 9h às 12h - Auditório do CAHL
Mesa Redonda: "Intolerância religiosa no Brasil e Turismo Étnico na Bahia"
Coordenação: Ordep Serra (UFBA - Brasil)
Participantes: Patrícia Pinho (University at Albany - EUA)
Xavier Vatin (UFRB - Brasil)
Edvaldo Conceição (Ogã do Terreiro Seja Hundê - Roça do Ventura - Brasil)
Dia 12 – 14h às 17h – Auditório do CAHL
Mesa Redonda: “Dilemas políticos e culturais das sociedades periféricas: Brasil e África”
Coordenação: Diogo Valença (UFRB – Brasil)
Participantes: Eliane Veras Soares (UFPE - Brasil)
Patrício Langa (Associação Moçambicana de Sociologia - África)
Remo Mutzemberg (UFPE - Brasil)
Dia 12 – 19h – Fundação Hansen
Exposição Cultura e Religiosidade – Hansen Bahia
Dia 13 – 9h às 12h – Auditório do CAHL
Mesa Redonda: "Estudos de Gênero e o Feminismo Africano"
Coordenação: Osmundo Pinho (UFRB – Brasil)
Participantes: Isabel Casimiro (Universidade Eduardo Mondlane - Moçambique)
Marta Jardim (UNICAMP - Brasil)
Conceição Osório (WLSA Mozambique - África)
Mãe Filhinha e Dona Dalva
Dia 13 – 12h – Auditório do CAHL
Encerramento
Visite Rede Afrobrasileira Sociocultural em: http://www.redeafrobrasileira.com.br/?xg_source=msg_mes_network
Programação
Dia 11 – 19h às 22h – Auditório do CAHL
- Mesa de abertura com representantes da Fundação Hansen Bahia e da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
- Conferência: "Estudos africanos - a greve dos conceitos e o protesto da realidade" – Prof. Dr. Elísio Macamo (Universidade de Basiléia, Suíça)
- Exposição fotográfica: “Irmandade da Boa Morte: Fé e Religiosidade de um Povo” - Jomar Lima
- Lançamento de livros:
Bitedô, onde moram os nagôs: redes de sociabilidades africanas na formação do candomblé jêje-nagô no Recôncavo baiano - Luiz Claudio Nascimento
Culturas Circulares. A Formação Histórica da Capoeira Contemporânea no Rio de Janeiro – Antônio Liberac Cardoso Simões Pires
Dia 12 – 9h às 12h - Auditório do CAHL
Mesa Redonda: "Intolerância religiosa no Brasil e Turismo Étnico na Bahia"
Coordenação: Ordep Serra (UFBA - Brasil)
Participantes: Patrícia Pinho (University at Albany - EUA)
Xavier Vatin (UFRB - Brasil)
Edvaldo Conceição (Ogã do Terreiro Seja Hundê - Roça do Ventura - Brasil)
Dia 12 – 14h às 17h – Auditório do CAHL
Mesa Redonda: “Dilemas políticos e culturais das sociedades periféricas: Brasil e África”
Coordenação: Diogo Valença (UFRB – Brasil)
Participantes: Eliane Veras Soares (UFPE - Brasil)
Patrício Langa (Associação Moçambicana de Sociologia - África)
Remo Mutzemberg (UFPE - Brasil)
Dia 12 – 19h – Fundação Hansen
Exposição Cultura e Religiosidade – Hansen Bahia
Dia 13 – 9h às 12h – Auditório do CAHL
Mesa Redonda: "Estudos de Gênero e o Feminismo Africano"
Coordenação: Osmundo Pinho (UFRB – Brasil)
Participantes: Isabel Casimiro (Universidade Eduardo Mondlane - Moçambique)
Marta Jardim (UNICAMP - Brasil)
Conceição Osório (WLSA Mozambique - África)
Mãe Filhinha e Dona Dalva
Dia 13 – 12h – Auditório do CAHL
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